Boa noite galera, fiz um trabalho de Português sobre CONTOS GÓTICOS, e tive que inventar um, eu achei bem legal e resolvi dividir com vocês. Espero que gostem
O Beijo do Inimigo
Londres – 2003
Domingo
Olá, me chamo Suzane Kathyelen, ou
como minha mãe gosta de me chamar, SUKA. É inverno e como de costume, nos
mudados mais uma vez... Mas acho que agora é definitivo.
Minha mãe diz que é sempre bom
mudar, mas isso pra ela que dificilmente faz amigos, pra mim é meio complicado
viver mudando e deixar os amigos pra trás, porém é bom, assim consigo novas
amizades. Essa casa é meio estranha, acho que não vou poder convidar ninguém,
mas seria bom se fosse só a casa, a cidade também é estranha, tem um clima diferente,
um clima meio sombrio, não sei explicar direito.
Mexendo no sótão, achei um livro com
escritas antigas, e com um emblema muito curioso, e decidi traduzir pra saber
sobre o que se trata, então comecei a procurar na internet te que...
-Suka filha, desce aqui, venha
conhecer os novos vizinhos.
Pois é, tive que ir antes que ela me
chamasse de novo, e acredite se eu a conheço muito bem, não ia ser muito legal.
Mas antes de descer escondi o livro, pois não sabia sobre o quer era e antes
que minha mãe jogasse fora junto com as coisas velhas que la estavam, escondi
em um lugar onde jamais ela o encontraria.
Ao descer, meus olhos se fixam em um
azul do mar, uma pele branca igual a nuvem, com um lábio vermelho sangue os
traços, pareciam ser desenhados, pelo desenhista mais famoso de
perfeccionistas, eram os traços mais lindos que já vi, naquela hora eu agradeci
por ter ido parar naquela cidade estranha. Era ele, era com ele, Era com ele
que eu sonhava todas as noites, era sim. Aquele sorriso... Impossível esquecer, mas
quem era ele? É o que eu me perguntava até que...
- Olá, meu nome é Austin, prazer!
Que voz era aquela era tão suave e
ao mesmo tempo, tão, tão, tão doce, que me encantou e acabei esquecendo de me
apresentar.
- olá, meu nome é Suzane, mas pode me chamar
de Suka.- Depois de uma cutucada da minha mãe lembrei de me apresentar.
- sejam bem vindas - disse o Sr.
Orfeo, que ao contrario de seu filho tinha a voz grave e rouca.
Ele me olhou de uma forma, como se quisesse
saber algo de mim, como se quisesse um de meus segredos só pra ele, evitei
olhar em seus olhos, enquanto servia a ele o chá que mamãe tinha feito parar as
visitas.
Eles não demoraram muito, assim que
saíram, corri pro meu quarto, tentei voltar pra pesquisa, mas aqueles lindos
olhos não saiam de minha cabeça, deixei o livro de lado e fui me deitar um
pouco, estava um pouco cansada da viagem, e antes que mamãe me colocasse pra arrumar
minhas coisas cai no sono e foi assim, que sonhei com ele novamente, porém
dessa vez sabia quem era, e onde morava. O sonho era o mesmo, mas espera... O
que era aquilo? Que desenho era aquele na blusa de Austin? Sabia que já tinha
visto em algum lugar, mas onde?
Acordei, olhei para uma fresta onde
tinha guardado o livro, ou melhor, onde o escondi. Foi quando me dei conta que
era o brasão, sim, o mesmo do livro que tinha achado, minha curiosidade
aumentava cada vez mais, voltei a pesquisar, mas não encontrava nada, nem uma
pista se quer, sobre o livro ou até mesmo o tal brasão, tive que parar, já era
tarde, minha mãe tinha me matricula na Yahtwoo uma escola aqui da cidade.
Fui dormi pensando em como
descobriria, logo tive o mesmo sonho e me dei conta, que o cenário, não era
algo que eu já tivesse visto, era como uma cidade antiga, igual as cidades dos
filmes de faroeste, a cidade pegava fogo, de repente estava dentro de um filme
de terror, era a coisa muito assustador, havia gritos, corpos pegando fogo,
pessoas sendo decapitadas vivas. De
longe escutava alguém chamando meu nome, mas quem? Era uma voz feminina, me
pedindo socorro, era estranho e ao mesmo tempo tão real. Quando descobri de
onde vinha a tal voz misteriosa, acordei, já era a hora de ir á escola.
- Bom dia mãe.
- olá querida, esta preparada para
seu primeiro dia na escola?
- é, estou – na verdade não estava,
mas não queria escutar o mesmo sermão de sempre.
Tomei meu café e fui caminhando,
afinal, a escola não era tão longe assim. Fui conhecendo um pouco mais da
cidade, as ruas, os becos, a paisagem não era algo tão inspirador, o clima era
úmido, com pouco sol. Enquanto caminhava, pensava na voz misteriosa, eu nunca
tinha ouvido uma voz doce e delicada igual aquela.
Cheguei, agora era só esperar e ver
o que me aguardava, era estranho todo mundo ficava me olhando, acho que era pelo
fato da cidade ser pequena e todo mundo se conhecer.
Estava tão aflita, que as horas não
passavam, fiquei o tempo todo pensando em uma forma de descobrir, os segredos
do livro. Chegou a hora do intervalo, de longe avistei Austin, enfim alguém que
conhecia. Ele me chamou para sentar junto a ele e seus amigo.
- Olá Suka, esses são Felix,
Fernandes, a Trixe e a Vick.
- Oi pessoal.
Fiquei meia sem graça, mas logo fiz
amizades, já era hora de voltar pra sala novamente, dessa vez o tempo passou
rápido, enfim já era hora de ir embora. Austin me deu uma carona, aproveitei
para perguntar a ele se ele sabia de algum livro com um brasão misterioso na
capa, ele ficou um pouco surpreso, mas logo respondeu:
- Sei sim, mas... Como você sabe?
- Eu achei esse livro, mas a escrita dele é
muito diferente, não é da nossa língua, queria saber o que esse livro diz.
Sem pensar duas vezes Austin foi pra
minha casa, pra me ajudar a decifrar, segundo ele, seu tio disse que esse livro
era de um ancestral que viverá ali a muito tempo atrás, ele se chamava Conde
Davi II.
Chegamos em casa subi correndo pra
pegar o livro ele ficou sentado na sala me esperando, minha mãe não
estava, e me deixou um bilhete dizendo
que foi a procura de um emprego.
- Pronto aqui esta, mas você sabe decifrar?
- Se for como meu tio diz, sim, pois minha
família jamais deixou morrer a nossa língua antiga, minha mãe antes de morrer
junto ao meu pai em um acidente de carro, me ensinou o possível para pelo menos
ler nossa língua original.
Ele começou a ler, foi ai que
percebemos que não era bem um livro, era um diário. Onde o Conde escondia seus
segredos mais obscuros, desde o dia em que cometeu o seu primeiro assassinato,
não era a toa que ele era o único rico da região na época. Até ai estava tudo
bem, porque naquele tempo as pessoas não ligavam muito para isso, pois havia
uma praga fatal, que a pegava morria como se estivesse com sangue sugas no
corpo inteiro, essas pessoas eram encontradas mortas e sem sangue algum no
corpo.
- Suka, não pode ser verdade.
Naquela hora meu coração acelerou,
ele me olhou com um ar de medo. Rapidamente perguntei:
- O que foi você esta me deixando nervosa.
- Bem. Você acredita em vampiros?
- Mas é claro que não - falei com um ar de
riso
Ele me olhou nos olhos e disse que era
melhor acreditar, pois o Conde Davi II, é ninguém mais que meu tio Orfeo.
Eu olhei para ele e comecei a rir, é
como se ele tivesse contado a melhor piada de todos os tempos, mas vi que ele
não estava de brincadeira, então parei na hora de rir e comecei a me preocupar.
-Mas e agora o que faremos?
-Não sei Suka, melhor deixar pra lá não acha?
- Claro que não né? Eu vou descobrir, seu ti
esta em casa?
- sim esta sim, mas você não esta pensando em
ir lá perguntar pra ele esta?
- Sim, só não estou pensando como eu vou.
Pois é eu fui e quanto mais perto eu
chegava mais meu coração disparava. Quando não, escutei o Austin me chamando,
então parei.
- Para de me gritar, assim, todos vão sair pra
rua, inclusive seu tio
- desculpa é que antes eu gostaria de lhe dar
algo
- O que?
- Feche os olhos.
Fechei, ele me beijou, e depois mordeu meu
pescoço e foi assim o um ultimo dia de vida, meu coração ainda batia, mas agora
era em busca de sangue.
E o conde? Sim era o Austin e não o
Sr. Orfeo, pobre homem, tempos mais tarde acabou virando refeição. A minha
refeição.
CONTINUA...

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